1) Procuraria aplicar-se esta reforma dos Estatutos durante o mandato do próximo Conselho?
Sim, de facto consideramos que é “condito sine qua non” para podermos abranger a totalidade do programa que apresentamos.
2) De não ser aprovada a "profissionalização da Presidência" na reforma dos Estatutos, demitiria-se o candidato a presidente? E o resto do Conselho?
Sim, tanto o presidente quanto o resto do conselho (por enquanto candidatura) demitir-nos-íamos se nom se aceitasse isso. Entendemos que este tema é básico.
3) Como se compatibilizaria isto com o trabalho já remunerado deste ou outro Presidente/a futuro?
Entendemos que a mudança nos estatutos deve ir no sentido de permitir a possibilidade de que o presidente cobre, o qual nom implica que seja obrigatória. No caso do nosso candidato à presidência, pediu uma "excedência". A sua dedicaçom será exclusiva.
4) Como se decidiriam e fiscalizariam questons como o salário (que deveria ser digno para um "cargo profissional com dedicaçom exclusiva")?
Tendo em conta as contas atuais, e os ingressos que a AGAL poderá receber seguros, pode-se pagar um ordenado digno, mas nom justo. Em relaçom ao atual ordenado do nosso candidato a presidente, a coisa estaria em perto da metade do que cobra atualmente. Oxalá chegue um dia em que se possa pagar mais e essa questom importe de verdade. Entretanto, pensamos que umha pessoa que vai renunciar a um bom ordenado para poder dedicar-se em cheio à associaçom deve cobrar.
Nom deixemos de lembrar, aliás, que a AGAL é património das suas associadas e associados. Portanto, as mudanças que nela tiverem lugar corresponderám em última instância a elas e eles. Do mesmo jeito, som as bases da AGAL quem outorgam a confiança a um Conselho, mas em qualquer momento podem retirar-lha.
5) Como se evitaria que entom a Presidência da AGAL fosse umha "suculenta" possibilidade para qualquer associado/a sem estabilidade laboral? Como se evitaria a interferência dos interesses particulares?
Nom vemos razom para evitar que a presidência da AGAL seja “suculenta” (que como foi dito, nom será assim tanto). Antes ao contrário, achamos contraproducente que seja só trabalhos, sarilhos e boa vontade. Se isto serve para que mais pessoas queiram participar ativamente na estrutura organizativa da AGAL, devia ser bem-vindo.
Quanto à 'interferência' dos interesses particulares, nós achamos que o objetivo de qualquer movimento social, portanto também do reintegracionismo, deve ser precisamente saber fazer coincidir os interesses individuais com os coletivos. Esta proposta vai, precisamente, nesse sentido.
6) Como se compatibilizaria isto com o carácter da AGAL como associaçom cultural e cívica sem ânimo de lucro?
Nom vemos é onde está a incompatibilidade. Suponho que isto se compatibilizaria da mesma maneira como o fazem outras associaçons.
7) Por que só o cargo de Presidente seria remunerado e profissionalizado?
Porque nom há dinheiro para tudo, e os/as membros da candidatura pensamos que o trabalho que pode fazer o Valentim desde a presidência é precioso.
8) Como se poderia manter um cargo tal com as quotas atuais?
Entre o dinheiro que existe atualmente, um aproveitamento eficiente dos nossos recursos (PGL, editora) e a abertura de novas fontes de receitas é possível fazer um planeamento económico a quatro anos.
9) Por que nom se propom umha opçom intermédia como a existência dumha tabela decente de dietas e gastos de funcionamento (transporte, jantares, etc.) para qualquer membro do Conselho?
Porque o resto de pessoas que nos apresentamos na candidatura pensamos que é mais importante ter umha pessoa dedicada a tempo completo, e nom se pode ter tudo sem hipotecar o futuro económico da associaçom.
10) Isto nom é umha miragem do pensamento neo-con?
É claro que não. Pensamos que as pessoas devem ser pagas por fazer o seu trabalho. O contrário é escravatura, que não é precisamente uma ideia, pensamos, que deva esgrimir a esquerda.
